Educar Brincando
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
O Brincar como um modo de ser e estar no mundo
"Mesmo sem intenção de aprender, quem brinca aprende, até porque se aprende a brincar"(FORTUNA 2004:7)
É brincando que a criança desenvolve sua inteligência, realizando diversas percepções, estimulada por diferentes materiais e interações com o meio na construção de um ser social.
Segundo BORBA (2006: 41), são duas perspectivas que configuram o brincar, como um dos pilares da constituição de culturas da infância, que tem significações e formas de ação sociais específicas que estruturam as relações; são modos pelos quais interpretam, representam e agem sobre o mundo.
As brincadeiras que as crianças desenvolvem coletivamente são compostas de elementos externos e internos as comunidades infantis.
Externamente, pode ter como fonte a cultura televisiva, o mercado de brinquedos, a cultura dos adultos e as suas representações sobre a brincadeira e a infância.
Internamente compõe-se de atitudes coletivas e elementos culturais como: regras, modos de falar e de fazer, valores, técnicas, artefatos, etc. Gerados nas praticas e reinterpretações dos elementos esternos, que podem ser descritos comporta mente, a experiência interna é de quem a vive.
Freud compreende que o brinquedo é o caminho real para o inconsciente da criança, assim como o sonho é o caminho real para o inconsciente do adulto. Ou seja, a experiência do brincar tem seu lado interno; que se expressa no exterior. (apud LUKESI)
Segundo BORBA (2006: 41), são duas perspectivas que configuram o brincar, como um dos pilares da constituição de culturas da infância, que tem significações e formas de ação sociais específicas que estruturam as relações; são modos pelos quais interpretam, representam e agem sobre o mundo.
As brincadeiras que as crianças desenvolvem coletivamente são compostas de elementos externos e internos as comunidades infantis.
Externamente, pode ter como fonte a cultura televisiva, o mercado de brinquedos, a cultura dos adultos e as suas representações sobre a brincadeira e a infância.
Internamente compõe-se de atitudes coletivas e elementos culturais como: regras, modos de falar e de fazer, valores, técnicas, artefatos, etc. Gerados nas praticas e reinterpretações dos elementos esternos, que podem ser descritos comporta mente, a experiência interna é de quem a vive.
Freud compreende que o brinquedo é o caminho real para o inconsciente da criança, assim como o sonho é o caminho real para o inconsciente do adulto. Ou seja, a experiência do brincar tem seu lado interno; que se expressa no exterior. (apud LUKESI)
A liberdade no brincar significa virar o mundo de ponta-cabeça fazer o que parece impossível, transitar em diferentes tempos passado, presente e futuro. No caso de muitas crianças nem a pobreza, a fome são capazes de matar os seus sonhos.
Portanto brincar é uma atividade livre, imprevisível e espontânea, porém, ao mesmo tempo, regulamentada, meio de superação da infância, assim como modo de constituição da infância, maneira de apropriação do mundo de forma ativa e direta, mas também através da representação, ou seja, da fantasia e da linguagem.
“Brincando o individuo age como se fosse outra coisa e estivesse em outro lugar.” (FORTUNA, 2004:7).
A liberdade não é a ausência de regras, mas sim a liberdade de expressão. As brincadeiras de herói como os da TV, são fantasias e elas devem aprender que essas brincadeiras podem machucar em fim precisa-se colocar limites em relação a determinadas atitudes da criança.
O brincar é uma experiência de cultura importante não só nos primeiros anos da infância, mas durante todo o percurso da vida de qualquer ser humano.
Ao observarmos as brincadeiras e interações das crianças e adolescentes podemos aprender com elas, pois essas observações contribuem para nossa aproximação cultural com as crianças e para compreender melhor a importância do brincar nas suas vidas.
É no brincar que a criança constitui-se como agente da sua experiência social. Com isso ela desenvolve o companheirismo, a solidariedade, a partilha, a interação social, etc. Lembrando que não é só a criança que brinca o adolescente também sente está necessidade, é por meio das brincadeiras que eles ampliam os conhecimentos do que está ao seu redor.
Assim é preciso aprender com eles a rir a inverter a ordem, a representar, a imitar, a sonhar e a imaginar.
A organização das brincadeiras com os conteúdos pode ser através dos jogos e situações lúdicas com a intenção de desenvolver conceitos matemáticos, lingüísticos ou científicos.
As brincadeiras não precisam ser desenvolvidas somente no pátio da escola, mas em sala de aula, por meio da invenção de diferentes formas de brincar com os conhecimentos.
Portanto brincar é uma atividade livre, imprevisível e espontânea, porém, ao mesmo tempo, regulamentada, meio de superação da infância, assim como modo de constituição da infância, maneira de apropriação do mundo de forma ativa e direta, mas também através da representação, ou seja, da fantasia e da linguagem.
“Brincando o individuo age como se fosse outra coisa e estivesse em outro lugar.” (FORTUNA, 2004:7).
A liberdade não é a ausência de regras, mas sim a liberdade de expressão. As brincadeiras de herói como os da TV, são fantasias e elas devem aprender que essas brincadeiras podem machucar em fim precisa-se colocar limites em relação a determinadas atitudes da criança.
O brincar é uma experiência de cultura importante não só nos primeiros anos da infância, mas durante todo o percurso da vida de qualquer ser humano.
Ao observarmos as brincadeiras e interações das crianças e adolescentes podemos aprender com elas, pois essas observações contribuem para nossa aproximação cultural com as crianças e para compreender melhor a importância do brincar nas suas vidas.
É no brincar que a criança constitui-se como agente da sua experiência social. Com isso ela desenvolve o companheirismo, a solidariedade, a partilha, a interação social, etc. Lembrando que não é só a criança que brinca o adolescente também sente está necessidade, é por meio das brincadeiras que eles ampliam os conhecimentos do que está ao seu redor.
Assim é preciso aprender com eles a rir a inverter a ordem, a representar, a imitar, a sonhar e a imaginar.
A organização das brincadeiras com os conteúdos pode ser através dos jogos e situações lúdicas com a intenção de desenvolver conceitos matemáticos, lingüísticos ou científicos.
As brincadeiras não precisam ser desenvolvidas somente no pátio da escola, mas em sala de aula, por meio da invenção de diferentes formas de brincar com os conhecimentos.
Segundo LUCKESI “quando o ser humano age ludicamente, vivência uma experiência plena, pois é um fenômeno interno do sujeito, que possui manifestações no exterior, partindo do interior do sujeito.”.
Diante de tudo que foi discutido, podemos concluir que os brinquedos e as brincadeiras são instrumentos pedagógicos valiosos e devem ser parte da ação pedagógica diária dos professores, assim contribui para a formação cognitiva, afetiva e social da criança, garantindo_lhe a cultura e o direito do brincar, formando cidadãos quem sabe mais felizes. o cognignitiva, afetiva e social da criança, garantindo_lhe a cultura e o direito do brincar, cidadãos quem sabe mais felizes.
Diante de tudo que foi discutido, podemos concluir que os brinquedos e as brincadeiras são instrumentos pedagógicos valiosos e devem ser parte da ação pedagógica diária dos professores, assim contribui para a formação cognitiva, afetiva e social da criança, garantindo_lhe a cultura e o direito do brincar, formando cidadãos quem sabe mais felizes. o cognignitiva, afetiva e social da criança, garantindo_lhe a cultura e o direito do brincar, cidadãos quem sabe mais felizes.
Bibliografia
FORTUNA, Tania Ramos. O Brincar na Educação Infantil. Revista Pátio ano1 nº3 Dez2003/Mar2004. Editora Artmed.
BORBA, Angela Mayer. O brincar Como um Modo ser e Estar no Mundo. Ensino Fundamental de Nove Anos. Orientações para Inclusão da Criança de Seis Anos de Idade, 2006.
LUCKESI. Cipriano Carlos. Ludicidade e Atividades Lúdicas Uma Abordagem a Partir da Experiência Interna. Website de Cipriano Carlos Luckesi. Ensino Fundamental de Nove Anos. Orientações para Inclusão da Criança de Seis Anos de Idade, 2006.
FORTUNA, Tania Ramos. O Brincar na Educação Infantil. Revista Pátio ano1 nº3 Dez2003/Mar2004. Editora Artmed.
BORBA, Angela Mayer. O brincar Como um Modo ser e Estar no Mundo. Ensino Fundamental de Nove Anos. Orientações para Inclusão da Criança de Seis Anos de Idade, 2006.
LUCKESI. Cipriano Carlos. Ludicidade e Atividades Lúdicas Uma Abordagem a Partir da Experiência Interna. Website de Cipriano Carlos Luckesi. Ensino Fundamental de Nove Anos. Orientações para Inclusão da Criança de Seis Anos de Idade, 2006.
Tecnologia
Tecnologia »O desafio de educar a geração 100% conectada
Aline Souza - Diario de Pernambuco
Publicação: 30/10/2013 07:05 Atualização: 30/10/2013 12:23
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| Na foto, Lúcia Helena Raulino e os filhos Lucas e Matheus: Geração conectada. Crédito: Maria Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press |
Nascidos na era da tecnologia, crianças e adolescentes de hoje nunca souberam como é estar “desconectado”. Tablet, PlayStation, Whatsapp, Facebook, Twitter, notebook, iPad, iPhone (e toda a família dos i’s), além de redes wi-fi ao alcance de quase todos, nos permitem viver em conexão com a realidade virtual a maior parte do tempo.
No Brasil, 44% das crianças abaixo dos 10 anos já tiveram acesso à internet, e 31% tinham começado a usar a rede com 11 anos ou mais. Os dados são de uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), que analisou como crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos acessam e utilizam a internet e os riscos que enfrentam online.
Esse comportamento demonstra um fenômeno global: crianças cada vez mais conectadas, e muitas vezes antes mesmo de aprenderem a escrever. Diversas atividades e os modos de uso da rede podem propiciar oportunidades de aprendizagem, mas também podem resultar em experiências negativas ou consequências danosas para esses novos exploradores. Por isso é importante questionar: até que ponto
permitir o acesso a essas plataformas é benéfico aos filhos?
De acordo com o professor Ruy Guerra, do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), proibir não é o melhor caminho. “Quando a criança se depara com uma situação que é mais difícil, ela muitas vezes não quer pedir ajuda, principalmente se já existe uma aura de proibição naquele ambiente. Então sejam pais, professores ou responsáveis, a melhor maneira é sempre estabelecer confiança através do diálogo.”
Guerra alerta que esse acesso precisa ser inserido com o discurso de educar e acompanhar. “Estamos cada vez mais conectados e esse acesso ao mundo virtual é algo que está no nosso dia a dia, então temos que estimular isso através da busca pelo conhecimento, seja no ambiente escolar ou em casa”, completa.
A psicóloga Renata Santos, especialista em psicologia na educação do Colégio Salesiano, alerta sobre os prejuízos do excesso. “O problema é quando a criança ou o adolescente se isola atrás de uma tela de vidro e perde o contato com a vida real. No futuro, essa pessoa pode vir a se tornar um adulto com dificuldades de relacionamento, concentração ou até mesmo gerar sintomas de dependência ou agressividade.”
Segundo Renata, a escola tenta trazer esses elementos com moderação desde cedo. Na educação infantil, equipamentos eletrônicos só são permitidos no dia do brinquedo.
“É preciso lembrar que antes nós vivíamos sem tudo isso. Então não existe razão para romper com esses limites, porque tudo em excesso faz mal”, alerta.
Muitos pais que estão tendo que lidar com a internet na vida dos filhos às vezes não têm conhecimento sobre o uso que eles fazem nas redes sociais. Também não sabem como eles se expõem. Para Ruy Guerra, o cyberbullying é um dos problemas mais sérios e pode acarretar em danos sociais ou até psicológicos.
“Quando o ‘abuso’ acontece na escola, ele pode ser interrompido quando a criança ou o adolescente sai do ambiente, mas na internet é mais complicado. Por isso é importante que pais e educadores estejam atentos às atualizações das redes e aplicativos. Uma mudança de comportamento dos filhos pode ser um indicativo de algum possível problema.”
Para o professor, nem sempre é fácil monitorar mídias sociais, como Facebook, ou aplicativos móveis, a exemplo do Whatsapp e o Snapchat, porque são muito mais rápidos. “Mas é preciso estar sempre atento”, alerta.
Esse comportamento demonstra um fenômeno global: crianças cada vez mais conectadas, e muitas vezes antes mesmo de aprenderem a escrever. Diversas atividades e os modos de uso da rede podem propiciar oportunidades de aprendizagem, mas também podem resultar em experiências negativas ou consequências danosas para esses novos exploradores. Por isso é importante questionar: até que ponto
permitir o acesso a essas plataformas é benéfico aos filhos?
De acordo com o professor Ruy Guerra, do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), proibir não é o melhor caminho. “Quando a criança se depara com uma situação que é mais difícil, ela muitas vezes não quer pedir ajuda, principalmente se já existe uma aura de proibição naquele ambiente. Então sejam pais, professores ou responsáveis, a melhor maneira é sempre estabelecer confiança através do diálogo.”
Guerra alerta que esse acesso precisa ser inserido com o discurso de educar e acompanhar. “Estamos cada vez mais conectados e esse acesso ao mundo virtual é algo que está no nosso dia a dia, então temos que estimular isso através da busca pelo conhecimento, seja no ambiente escolar ou em casa”, completa.
A psicóloga Renata Santos, especialista em psicologia na educação do Colégio Salesiano, alerta sobre os prejuízos do excesso. “O problema é quando a criança ou o adolescente se isola atrás de uma tela de vidro e perde o contato com a vida real. No futuro, essa pessoa pode vir a se tornar um adulto com dificuldades de relacionamento, concentração ou até mesmo gerar sintomas de dependência ou agressividade.”
Segundo Renata, a escola tenta trazer esses elementos com moderação desde cedo. Na educação infantil, equipamentos eletrônicos só são permitidos no dia do brinquedo.
“É preciso lembrar que antes nós vivíamos sem tudo isso. Então não existe razão para romper com esses limites, porque tudo em excesso faz mal”, alerta.
Muitos pais que estão tendo que lidar com a internet na vida dos filhos às vezes não têm conhecimento sobre o uso que eles fazem nas redes sociais. Também não sabem como eles se expõem. Para Ruy Guerra, o cyberbullying é um dos problemas mais sérios e pode acarretar em danos sociais ou até psicológicos.
“Quando o ‘abuso’ acontece na escola, ele pode ser interrompido quando a criança ou o adolescente sai do ambiente, mas na internet é mais complicado. Por isso é importante que pais e educadores estejam atentos às atualizações das redes e aplicativos. Uma mudança de comportamento dos filhos pode ser um indicativo de algum possível problema.”
Para o professor, nem sempre é fácil monitorar mídias sociais, como Facebook, ou aplicativos móveis, a exemplo do Whatsapp e o Snapchat, porque são muito mais rápidos. “Mas é preciso estar sempre atento”, alerta.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
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