Tecnologia »O desafio de educar a geração 100% conectada
Aline Souza - Diario de Pernambuco
Publicação: 30/10/2013 07:05 Atualização: 30/10/2013 12:23
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| Na foto, Lúcia Helena Raulino e os filhos Lucas e Matheus: Geração conectada. Crédito: Maria Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press |
Nascidos na era da tecnologia, crianças e adolescentes de hoje nunca souberam como é estar “desconectado”. Tablet, PlayStation, Whatsapp, Facebook, Twitter, notebook, iPad, iPhone (e toda a família dos i’s), além de redes wi-fi ao alcance de quase todos, nos permitem viver em conexão com a realidade virtual a maior parte do tempo.
No Brasil, 44% das crianças abaixo dos 10 anos já tiveram acesso à internet, e 31% tinham começado a usar a rede com 11 anos ou mais. Os dados são de uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), que analisou como crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos acessam e utilizam a internet e os riscos que enfrentam online.
Esse comportamento demonstra um fenômeno global: crianças cada vez mais conectadas, e muitas vezes antes mesmo de aprenderem a escrever. Diversas atividades e os modos de uso da rede podem propiciar oportunidades de aprendizagem, mas também podem resultar em experiências negativas ou consequências danosas para esses novos exploradores. Por isso é importante questionar: até que ponto
permitir o acesso a essas plataformas é benéfico aos filhos?
De acordo com o professor Ruy Guerra, do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), proibir não é o melhor caminho. “Quando a criança se depara com uma situação que é mais difícil, ela muitas vezes não quer pedir ajuda, principalmente se já existe uma aura de proibição naquele ambiente. Então sejam pais, professores ou responsáveis, a melhor maneira é sempre estabelecer confiança através do diálogo.”
Guerra alerta que esse acesso precisa ser inserido com o discurso de educar e acompanhar. “Estamos cada vez mais conectados e esse acesso ao mundo virtual é algo que está no nosso dia a dia, então temos que estimular isso através da busca pelo conhecimento, seja no ambiente escolar ou em casa”, completa.
A psicóloga Renata Santos, especialista em psicologia na educação do Colégio Salesiano, alerta sobre os prejuízos do excesso. “O problema é quando a criança ou o adolescente se isola atrás de uma tela de vidro e perde o contato com a vida real. No futuro, essa pessoa pode vir a se tornar um adulto com dificuldades de relacionamento, concentração ou até mesmo gerar sintomas de dependência ou agressividade.”
Segundo Renata, a escola tenta trazer esses elementos com moderação desde cedo. Na educação infantil, equipamentos eletrônicos só são permitidos no dia do brinquedo.
“É preciso lembrar que antes nós vivíamos sem tudo isso. Então não existe razão para romper com esses limites, porque tudo em excesso faz mal”, alerta.
Muitos pais que estão tendo que lidar com a internet na vida dos filhos às vezes não têm conhecimento sobre o uso que eles fazem nas redes sociais. Também não sabem como eles se expõem. Para Ruy Guerra, o cyberbullying é um dos problemas mais sérios e pode acarretar em danos sociais ou até psicológicos.
“Quando o ‘abuso’ acontece na escola, ele pode ser interrompido quando a criança ou o adolescente sai do ambiente, mas na internet é mais complicado. Por isso é importante que pais e educadores estejam atentos às atualizações das redes e aplicativos. Uma mudança de comportamento dos filhos pode ser um indicativo de algum possível problema.”
Para o professor, nem sempre é fácil monitorar mídias sociais, como Facebook, ou aplicativos móveis, a exemplo do Whatsapp e o Snapchat, porque são muito mais rápidos. “Mas é preciso estar sempre atento”, alerta.
Esse comportamento demonstra um fenômeno global: crianças cada vez mais conectadas, e muitas vezes antes mesmo de aprenderem a escrever. Diversas atividades e os modos de uso da rede podem propiciar oportunidades de aprendizagem, mas também podem resultar em experiências negativas ou consequências danosas para esses novos exploradores. Por isso é importante questionar: até que ponto
permitir o acesso a essas plataformas é benéfico aos filhos?
De acordo com o professor Ruy Guerra, do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), proibir não é o melhor caminho. “Quando a criança se depara com uma situação que é mais difícil, ela muitas vezes não quer pedir ajuda, principalmente se já existe uma aura de proibição naquele ambiente. Então sejam pais, professores ou responsáveis, a melhor maneira é sempre estabelecer confiança através do diálogo.”
Guerra alerta que esse acesso precisa ser inserido com o discurso de educar e acompanhar. “Estamos cada vez mais conectados e esse acesso ao mundo virtual é algo que está no nosso dia a dia, então temos que estimular isso através da busca pelo conhecimento, seja no ambiente escolar ou em casa”, completa.
A psicóloga Renata Santos, especialista em psicologia na educação do Colégio Salesiano, alerta sobre os prejuízos do excesso. “O problema é quando a criança ou o adolescente se isola atrás de uma tela de vidro e perde o contato com a vida real. No futuro, essa pessoa pode vir a se tornar um adulto com dificuldades de relacionamento, concentração ou até mesmo gerar sintomas de dependência ou agressividade.”
Segundo Renata, a escola tenta trazer esses elementos com moderação desde cedo. Na educação infantil, equipamentos eletrônicos só são permitidos no dia do brinquedo.
“É preciso lembrar que antes nós vivíamos sem tudo isso. Então não existe razão para romper com esses limites, porque tudo em excesso faz mal”, alerta.
Muitos pais que estão tendo que lidar com a internet na vida dos filhos às vezes não têm conhecimento sobre o uso que eles fazem nas redes sociais. Também não sabem como eles se expõem. Para Ruy Guerra, o cyberbullying é um dos problemas mais sérios e pode acarretar em danos sociais ou até psicológicos.
“Quando o ‘abuso’ acontece na escola, ele pode ser interrompido quando a criança ou o adolescente sai do ambiente, mas na internet é mais complicado. Por isso é importante que pais e educadores estejam atentos às atualizações das redes e aplicativos. Uma mudança de comportamento dos filhos pode ser um indicativo de algum possível problema.”
Para o professor, nem sempre é fácil monitorar mídias sociais, como Facebook, ou aplicativos móveis, a exemplo do Whatsapp e o Snapchat, porque são muito mais rápidos. “Mas é preciso estar sempre atento”, alerta.

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